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5.200 pessoas estão na fila por cirurgia bariátrica no SUS do Estado de São Paulo

13/11/2021
Cerca de 5,2 mil pessoas aguardam na fila, no Estado de São Paulo, para realizar a cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 
A informação foi divulgada pelo Secretário de Saúde do Estado, Jeancarlo Gorinchteyn, durante a cerimônia de abertura do XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e que reúne até o dia 13 de novembro, mais de 1.500 especialistas no tratamento da obesidade.
 
“Temos que implementar medidas para que o atendimento seja realizado e para que essa fila instalada tenha um fluxo mais rápido no sistema público e privado”, declarou o secretário.
 
Celeridade
 
Ele disse ainda que convênios poderão ser feitos com hospitais para dar celeridade a fila. “No próximo ano teremos as diretrizes, seja por meio de convênios ou de outras ações”, reforçou.
 
Segundo Gorinchteyn, a previsão da pasta é acelerar, no primeiro momento, a realização de cirurgias mais simples que estiveram represadas durante a pandemia para então investir em cirurgias que exigem maior necessidade de pré e pós-operatório como é o caso da cirurgia para a obesidade.
 
“Realizamos, desde 2018, cerca de 4.200 cirurgias em 4 unidades voltadas ao atendimento bariátrico. Isso faz com que tenhamos hoje 5.250 pacientes aguardando a realização de cirurgias bariátricas em São Paulo”, afirma.
 
Cirurgia bariátrica no Brasil
 
O número de cirurgias bariátricas realizadas pelo SUS caiu em 69,9% em um ano, saindo de 12.568 em 2019, para 3.772 em 2020.
 
Em 2021, até o mês de julho, foram realizadas 990 cirurgias pelo Sistema Único de Saúde. A realização de cirurgias pelos planos de saúde também caiu 11,9%, saindo de 52.599 procedimentos realizado em 2019, para 46.419 cirurgias em 2020.
 
Indicação
 
Entre os critérios previstos nas portarias 424 e 425 do Ministério da Saúde para realização da cirurgia bariátrica pelo SUS estão o encaminhamento de pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) de 50 Kg/m2 e pacientes com IMC ³40 Kg/m², com ou sem comorbidades, sem sucesso no tratamento clínico por no mínimo dois anos e que tenham seguido protocolos clínicos.
 
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Fábio Viegas, é fundamental que haja um sistema nacional de regulação e de transparência dos pacientes que aguardam na fila, tendo em vista que 52% dos brasileiros declararam ter engordado neste último ano.
 
“A obesidade e doenças associada a ela aumentaram e, aliado a isso, houve uma redução no número de cirurgias bariátricas em 2020”, diz Viegas.
 
Segundo ele, “este cenário ocasionou em um tempo de espera ainda maior para os pacientes que buscam o SUS para o tratamento cirúrgico da obesidade”.
 
Bariátrica não é estética
 
Viegas reforçou que a fila do SUS para cirurgia bariátrica deveria seguir o mesmo processo da fila de transplantes no Brasil.
 
“Cirurgia bariátrica não é cirurgia estética. Precisamos pensar que os pacientes com obesidade grave reduzem a cada dia suas chances de vida e dar agilidade ao encaminhamento para tratamento”, afirmou o presidente da SBCBM.
 
Em 2017, uma análise Integrada entre Vigitel 2014, POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), IBGE e Tabnet da Agência Nacional de Saúde (ANS) – ferramenta que possibilita a tabulação de dados e pesquisas customizadas – apontou uma população elegível à cirurgia bariátrica pelo SUS de 669 mil pessoas no estado de São Paulo e de 3 milhões de pessoas no Brasil.
 
Congresso debate Obesidade
 
O crescimento da obesidade no Brasil e os tratamentos estão sendo até este sábado (dia 13 de novembro), no Expo Transamérica, em São Paulo, no XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
 
A Sociedade Brasileira reúne mais de 1.500 cirurgiões e profissionais que atuam no combate à obesidade, como nutrólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, profissionais de educação física, psicólogos e psiquiatras
 
Participaram da solenidade de abertura do Congresso, além do secretário da Saúde e do presidente da SBCBM, representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), Leonardo Emílio da Silva e Angelo Vattimo, diretor do CREMESP, médicos e cirurgiões de todo o Brasil.

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