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Auxílio emergencial vai chegar a mais de 40 milhões de pessoas, calcula governo

15/02/2021
Da Redação | Jornal da Franca
 
Foto: Divulgação
 
Postado por: Wemersom Silva
 
A recriação do auxílio emergencial vai atender mais pessoas do que o inicialmente previsto.
 
Segundo estimativas da equipe econômica, o programa deve chegar a pelo menos 40 milhões de indivíduos em 2021.
 
Mesmo assim, o auxílio deve contemplar uma população menor do que a de 2020.
 
No dia 4 de fevereiro, o ministro Paulo Guedes (Economia) previa contemplar 32 milhões de brasileiros no auxílio emergencial.
 
O objetivo do Ministério da Economia é fazer uma filtragem e deixar o programa mais focado, direcionando recursos apenas à população pertencente às camadas mais baixas de pobreza.
 
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a ideia da equipe econômica parte da premissa de que 75% dos recebedores do auxílio emergencial em 2020 representavam a parcela de 50% da população brasileira com menos recursos.
 
O novo programa seria voltado apenas a essa parcela de 75% de recebedores mais pobres.
 
Apesar de ser mencionado nos bastidores um pagamento para mais de 40 milhões, o percentual representaria pelo menos 50 milhões – considerando os dados atualizados em dezembro pela Caixa (67 milhões receberam o auxílio emergencial).
 
De qualquer forma, a pasta buscar fazer as regras atenderem os mais carentes enquanto poupa recursos em relação ao programa do ano passado – que teve até servidores e militares recebendo o dinheiro, infringindo as regras previstas.
 
A quantidade de pessoas a receber o auxílio inclui os beneficiários do Bolsa Família, que devem receber um aumento para obterem o mesmo que os demais atendidos.
 
Apesar de pressões entre congressistas por um valor mais alto, a equipe econômica insiste em que a quantia a ser paga deve ficar entre R$ 200 e R$ 250 por beneficiário.
 
Valores como de R$ 300 são rechaçados sob a ótica de que seria empobrecido todo o país por consequências de um programa mais caro (como a inflação e o aumento de juros).
 
A equipe também estuda eliminar o pagamento em dobro para mães solteiras, feito no ano passado – casos em que foi possível obter R$ 1.200 em vez dos R$ 600 pagos nas cinco primeiras parcelas, e R$ 600 em vez de R$ 300 nas últimas quatro. A última parcela foi referente a dezembro de 2020.
 
O programa custaria no mínimo entre R$ 8 bilhões e R$ 12,5 bilhões por mês, considerando as variáveis de população e valor do benefício previstas nas regras em estudo.
 
O Ministério da Economia vem dizendo que busca um programa que dure somente três ou quatro meses, o que levaria o custo mínimo do auxílio emergencial em 2021 a um número entre R$ 24 bilhões e R$ 50 bilhões.
 
Em 2020, o total liberado foi de R$ 322 bilhões.
 
Para liberar esse montante, o governo precisa alterar a Constituição de forma a obter segurança jurídica para a operação por causa de dois fatores principais.
 
*Conteúdo Folhapress

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