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Outono requer vários cuidados com a saúde; fique atento com a conjuntivite

26/04/2022
 
Da redação: Jornal da Franca
 
Foto: Divulgação 
 
Postado por: Maria Clara Naves e Freitas
 
 
A baixa umidade, proliferação de vírus no ar e maior incidência de doenças respiratórias com a chegada do outono aumentam o risco de conjuntivite.
 
Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, nossos olhos estão conectados ao nariz pelo canal lacrimal e é por isso que as doenças respiratórias influem na saúde ocular. “Isso explica porque é comum ficarmos com os olhos vermelhos quando estamos resfriados ou gripados”, exemplifica.
 
O especialista esclarece que a baixa umidade do ar reduz as defesas do organismo e resseca todas as mucosas, inclusive a lágrima que tem a função de proteger a superfície dos olhos.
 
“A falta de lágrima, somada às alterações ambientais facilitam o aparecimento da conjuntivite alérgica e da viral. Nos dois tipos ocorre a inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a esclera, parte branca do olho, e a face interna da das pálpebras” afirma.
 
Conjuntivite alérgica
 
Pálpebras inchadas, vermelhidão, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e fotofobia (aversão à luz) são sintomas em comum de todo tipo de conjuntivite.
 
“É a secreção que diferencia uma da outra, sendo aquosa na alérgica e transparente e viscosa na viral”, pontua o médico.
 
A conjuntivite alérgica nesta época do ano é causada principalmente pelo aumento da poluição no ar e é mais comum em quem sofre algum tipo de alergia. Isso porque, estudos mostram que seis em cada dez alérgicos manifestam a doença nos olhos.
 
Ao contrário da viral a alérgica não é contagiosa, mas pode causar lesões na córnea e diminuir permanentemente a visão, alerta.
 
O tratamento dos casos leves é feito com colírio anti-histamínico. O médico ressalta que o uso de antialérgico oral, para tratar alergias sistêmicas simultâneas à conjuntivite, resseca a lágrima e por isso dificulta a recuperação dos olhos.
 
Quem já tem ceratocone, doença degenerativa que faz a córnea tomar o formato de um cone e tem como principal fator de risco coçar os olhos, deve utilizar os colírios já prescritos pelo oftalmologista e em caso de crise alérgica durante o outono passar por consulta.
 
“Quadros mais intensos de conjuntivite alérgica são tratados com colírios que contém corticoide. O medicamento só pode ser usado com supervisão médica”, salienta.
 
Isso porque, deve ser feita a regressão correta para não causar efeito rebote. Usar por um tempo prolongado pode causar glaucoma e catarata.
 
As dicas do oftalmologista para prevenir processos alérgicos são:
 
• Mantenha os ambientes arejados e livres de pó.
 
• Evite levar as mão com substâncias químicas aos olhos
 
• Não faça caminhada ou outros exercícios em locais muito polidos.
 
• Beba bastante água.
 
 

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