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Uso de bicicleta pode reduzir em R$ 34,4 milhões gastos do SUS

09/06/2018
Da Redação | Agência Brasil
Foto: Divulgação
Postado por: Gabriela Buranelli
 
 
A expansão do uso da bicicleta poderia reduzir os gastos com saúde pública e até impulsionar a economia da capital paulista, segundo estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). A Pesquisa de Impacto do Uso da Bicicleta na Cidade de São Paulo estimou em R$ 34,4 milhões por ano a economia que o Sistema Único de Saúde (SUS) teria com a redução das internações por problemas no aparelho circulatório e diabetes, se o transporte ativo por duas rodas fosse usado no máximo do seu potencial.
 
Para fazer a estimativa, o estudo avaliou o percentual de viagens de ônibus e de carro que poderiam ser substituídas por trajetos de bicicleta. São as viagens pedaláveis ou facilmente pedaláveis, deslocamentos de até 8 quilômetros realizados entre as 6h e as 20h por pessoas de, no máximo, 50 anos. Se enquadram nessa categoria, 31% dos deslocamentos feitos por ônibus, meio de transporte usado em 35% do total de viagens na cidade de São Paulo; e 43% dos feitos por automóvel, transporte usado em 31% dos deslocamentos na capital. O restante, 34% das viagens, é feito por meios menos poluentes, como o metrô, ou com a combinação de mais um modo de transporte.
 
A partir do uso da bicicleta, seria possível, segundo o estudo, reduzir o fator de risco da falta de atividade física para aparecimento de diabetes e doenças cardiovasculares. Pessoas que não praticam atividades físicas têm o dobro de chances de ter um infarto do que os que fazem exercícios regularmente. Enquanto para hipertensão e diabetes, a chance é 50% maior em comparação dos mais sedentários em relação aos que mantém atividades com frequência.
 
Com isso, foi estimada uma economia de 13% nos R$ 255,2 milhões gastos anualmente pelo SUS no município com tratamento de doenças do sistema circulatório. Em relação à diabetes, a redução potencial ficou em 8% dos R$ 6,2 milhões usados para remediar complicações causadas pela doença.
 
Economia
A substituição dos carros e ônibus pela bicicleta traria ainda, de acordo com a pesquisa, uma série de impactos positivos sobre as riquezas produzidas pela cidade, medidas pelo Produto Interno Bruto (PIB). Os ganhos viriam da redução do tempo de deslocamento e da diminuição de gastos com transporte, levando o dinheiro economizado para outros produtos e serviços. Somente a diminuição dos congestionamentos poderia elevar em 0,035% o PIB municipal, injetando R$ 225 milhões na economia da cidade.
 
O ganho de tempo com a substituição dos deslocamentos de ônibus por bicicleta representaria, segundo a pesquisa, um ganho de R$ 623 milhõ

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