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Um ano de saudade

30/11/2017
Da Redação | Portal Aleteia
Foto: Divulgação
 
Com a luz do entardecer, um solitário buquê de flores brancas ocupa o gramado da Arena Condá, estádio da Chapecoense que honra seu heróis mortes, um anos depois da tragédia que estilhaçou a equipe.

A medida que a tarde cai, a pequena cidade se tinge de verde.

Vários jovens se reúnem em frente à Catedral, enquanto a entrada do estádio está enfeitada com um grande cartaz branco com os dizeres: “Saudades. Para sempre na nossa história, eternamente em nossos corações”.

Os primeiros a chegar podem escrever cartas para depositar em uma cápsula do tempo, em clima de silêncio respeitoso. Ninguém levanta a voz.

O Furacão do Oeste decidiu não realizar nenhum ato em “respeito aos que ficaram e pelas boas lembranças”, mas abriu as portas da Arena Condá para os visitantes. O estádio tem um espaço especial para orações.

Além disso, o túnel que conecta os vestiários ao gramado será decorado com imagens dos membros do time envolvidos no acidente comemorando vitórias.

O estádio também vai acolher a vigília de “algumas luzes que nunca se apagam”, organizada pela Diocese de Chapecó. Depois, os presentes vão partir em procissão até a catedral de São Antonio, onde vai ser realizada um ato religioso.

Os sinos soarão na hora exata do acidente.

Nas arquibancadas ainda esvaziadas, já estavam preparadas alguns cartazes e via-se uma bandeira da Colômbia, onde às 22:10h do dia 28 de novembro de 2016 o voo 2933 da companhia aérea LaMia desapareceu quando estava perto de aterrizar no aeroporto internacional de Rionegro, que serve a cidade de Medellín.

71 pessoas perderam a vida, entre elas 19 jogadores, 14 membros da comissão técnica e nove dirigentes do clube catarinense. Apenas seis passageiros sobreviveram: uma comissária de bordo, um técnico de aviação, um jornalista e três jogadores.

O time, que em 2009 disputava a quarta divisão, voava para disputar a primeira final continental contra o Atlético Nacional de Medellín, pela Copa Sul-americana.

O avião que tinha saído da Bolívia caiu no Cerro El Gordo, localizado a 2.600 metros de altitude dentro do município de La Unión.

Pétalas do céu

Dois helicópteros da Força Aérea colombiana atiraram flores do alto, acima da praça central do município de La Unión, lembrando os que encontraram a morte no caminho da glória, em montanha onde caiu o avião que levava a equipe.

“A glória estava próxima. A tragédia apagou esse sonho”, afirmou Andrés Botero, presidente do Nacional de Medellín.

O atual campeão do futebol colombiano, que cedeu o título de campeão da Sul-americana 2016 à Chapecoense, organizou a homenagem que incluiu um minuto de silêncio.

Enquanto os helicópteros da Força Aérea da Colômbia deixavam cair as pétalas do céu, os nomes das vítimas foram lidos e imortalizados em uma placa.