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Novembro azul

14/11/2017
Da Redação | Portal Canção Nova
Foto: Divulgação
 
Outubro foi o mês dedicado às mulheres se prevenirem contra o câncer de mama durante a campanha Outubro Rosa. Agora, é a vez dos homens se precaverem contra o câncer de próstata na campanha Novembro Azul, um movimento pela saúde integral do homem e que, no Brasil, é coordenada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida.

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), somente em 2016 foram registrados no Brasil 61.200 novos casos de câncer de próstata. É o tipo de câncer que mais atinge os homens no país ? perde apenas para os tumores de pele não melanoma.

A doença, porém, tem 90% de chance de cura quando diagnosticada precocemente. Para isto, os exames médicos periódicos são fundamentais, sobretudo em homens a partir dos 50 anos de idade. “Em homens com antecedentes familiares de câncer prostático, deve-se iniciar o rastreamento aos 45 anos”, explica o urologista Luís Augusto Seabra Rios, médico responsável pela unidade de Urodinâmica do Hospital Albert Einstein, pelo setor de Urologia Feminina e Urodinâmica do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Este foi o caso de Antônio de Oliveira, 73 anos, que há três anos descobriu um câncer de próstata. Após uma consulta de rotina, Antônio mencionou uma dificuldade ao urinar quando ia ao banheiro. “Fiz o teste PSA e foi constatado que a minha próstata estava aumentada. Em seguida, fiz a biópsia e constaram o câncer”, relata. Como foi descoberta no início, Antônio conseguiu se curar da doença após 38 sessões de radioterapia.

O toque retal (que dura cerca de 10 segundos e são suficientes para que o médico busque regiões irregulares na próstata) e o exame de sangue para verificar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) são os mais indicados para descobrir a existência ou não do câncer de próstata. Os dois devem ser realizados de forma conjunta. “O toque retal não é mais eficiente do que o PSA na detecção do câncer de próstata. São exames complementares e devem ser realizados em todos os pacientes”, afirma Rios.