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Parece estória de pescaria: Pacu caranha é fisgado sem castor no rio Grande

23/05/2020
Redação | Jornal da Franca 
Foto: Arquivo pessoal 
Postado por: Marcos Gonçalves 
 
Não é estória de pescador, mas o promotor de Justiça aposentado, Fernando de Andrade Martins, viveu momentos de grande alegria nesta sexta-feira (22) em seu rancho, região de Sacramento (Minas Gerais). 
 
Em isolamento social, ele conseguiu fisgar, sem estar o anzol encastoado, um Pacu Caranha. O bichão pesou nada menos do que 15 quilos.
 
A destreza do pescador Fernando chamou atenção, seja por ser um peixe muito grande e o equipamento leve, seja por ser originário de piscicultura,  pois não há mais reprodução desses peixes no reservatório. 
 
O exemplar foi exibido por Fernando Martins, que contou a proeza ao Jornal da Franca depois de procurado pela reportagem, que recebeu o vídeo de outra pessoa.. 
 
Ele pediu para esclarecer que não existe reprodução natural da imensa maioria das espécies nativas nos reservatórios do Rio Grande, salvo naqueles onde existem afluentes de grande extensão (cerca de 300 km) de águas correntes. 
 
Então, dourados, piracanjubas, pacus caranha, piaparas, essas e outras nobres espécies nativas, são todas de repovoamento, originárias de piscicultura. Ou seja, não há piracema nesses locais.
 
Ele chamou a atenção quanto às instruções normativas da pesca, que "podem estar equivocadas". 
 
Por exemplo, há cotas de captura, mas qual dano ambiental haveria para justificar autuação de quem abata 20 kg ou mais de tilápias ou bagres africanos ou carpas, que são invasores exóticos (de outros países). Assim como outros invasores alóctones (nativos do mesmo País, mas de outras bacias hidrográficas) como tucunarés, tambaquis, apaiaris, pirarucus, trairões  etc?". 
 
Antes de ser um promotor de Justiça, Fernando é um cidadão e que gosta de pesca, além de amar animais. Não há peixes proibidos, salvo Dourado e Piracanjubas, na Bacia do Prata.
 
O que existe são cotas, absurdamente, inclusive para os prejudiciais invasores, que são a terceira causa cientificamente comprovada de danos ambientais. 
 
É claro que em primeiríssimo lugar encontram-se as barragens, que são obrigadas, como condição de licenciamento, ao repovoamento com nativos de laboratório, de piscicultura.
 

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