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Cientistas mapeiam as inovações da indústria

20/10/2017
Da Redação| Do Portal Do Jornal Da Franca
Foto: Divulgação
 
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) trabalham no mapeamento das inovações que surgirão na indústria brasileira nos próximos dez anos. 
 
Parte do estudo foi apresentado hoje (16) durante a 18ª edição dos Diálogos da Modernização Empresarial pela Inovação (MEI), evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
 
David Kupfer, coordenador geral do projeto e pesquisador da UFRJ, avalia que a indústria no país está atrasada. 
 
“As inovações, hoje, estão numa fase em que não transformam, não melhoram a competição. Mas há grande possibilidade de isso acontecer na próxima década”, disse. 
 
Ele explica que não é necessária uma descoberta revolucionária para que a inovação chegue à indústria. “A convergência de tecnologias já existentes, emergentes, ao serem incorporadas, vão provocando o processo de transformação”, disse.
 
Segundo o coordenador do projeto, na comparação entre as áreas de transformação, chamadas de clusters, a nanotecnologia está entre as mais promissoras, com inovações frequentes e expectativa de amadurecimento em até cinco anos. 
 
A biotecnologia, especialmente o sequenciamento genômico, também mostra-se madura, na avaliação do especialista. Além disso, a inteligência artificial no setor de bens de capital encontra-se em fase um pouco mais avançada.
 
A maior parte dos clusters, no entanto, não tem previsão de avanços no curto prazo. 
 
“Em energia, nos próximos dez anos, não devemos esperar nada além de impactos moderados. Não haverá economia que venha a provocar transformações”, disse Kupfer. 
 
O especialista também acredita que os carros elétricos, setor que também investe em inovação, devem demorar ainda mais para se tornarem comuns.
 
“O tempo de uso na vida real não é compatível com um prazo tão curto de tempo [de dez anos de investimentos]”.