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Sedentarismo pode ser tão fatal quanto a genética para o envelhecimento

13/01/2020
Da Redação | Jornal da Franca
Foto: Divulgação 
Postado por: Ana Carolina
 
 
Sedentarismo pode ser tão fatal quanto a genética para o envelhecimento.
 
A atividade física não faz bem apenas ao corpo, mas à mente. Além de reduzir os níveis de ansiedade, outro benefício foi comprovado por um estudo liderado por Jennifer J Heisz, professora associada da Universidade de McMaster, e conduzido por pesquisadores do laboratório NeuroFit Lab, no Canadá. 
 
Os resultados apontam que o sedentarismo pode ser tão predecessor à demência quanto a genética.
 
Para chegar a estas conclusões, mais de 1.600 idosos sedentários entraram em um programa de exercícios por 12 semanas. 
 
Estes indivíduos eram parte do Estudo Canadense de Saúde e Idade. Neste período, a memória dos indivíduos apresentou melhorias, mas com algumas exceções: apenas os que passavam por atividades de alta intensidade apontaram os benefícios.
 
Apesar de ainda não ser possível identificar como os esportes alteram a atividade cerebral neste sentido, os cientistas acreditam que as práticas devem ser receitadas como "remédio" ou profilaxia anti-idade.
 
Para aprofundar-se mais, a especialista examinou as interações entre genética e atividade física destes mesmos indivíduos. 
 
As análises apontaram que 25% dos participantes tinham tendência a desenvolver demência ao envelhecer.
 
Apesar de concluir que movimentar-se frequentemente ajuda a prevenir contra doenças degenerativas do cérebro, a pesquisadora descobriu que 21% dos idosos avaliados desenvolveram demência após o estudo, e a atividade física não foi capaz de deter a enfermidade.
 
Todavia, a grande descoberta se concentra no fato de que indivíduos sedentários que não apresentavam predisposição genética corriam praticamente o mesmo risco de adoecerem do que aqueles que tinham casos de demência na família. 
 
Ou seja, o estilo de vida que levamos pode ser tão predecessor quanto a genética. 
 
Isso porque exercitar-se ajuda o cérebro a se autorregenerar, criando novos neurônios no hipocampo, o que resulta em melhorias na memória. 
 
O próximo passo para a cientista é entender como e por que essas células nervosas nascem enquanto suamos.

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