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5 maneiras de ajudar nossos filhos a resolver conflitos

12/10/2019

 Da Redação | Aleteia

Foto: Divulgação 

 

Sim, eles precisam aprender a chegar a acordos e compromissos para viver em harmonia

Conflitos pessoais são inevitáveis. Alguns deles estão entre os maiores desafios que enfrentamos em nossa vida adulta.

 

As diferenças de temperamento e personalidade fazem com que nossos filhos vivenciem pequenos conflitos desse tipo quando são muito jovens. Por isso, eles precisam começar a aprender a resolvê-los.

Ao invés de tentarmos evitar conflitos a qualquer custo ou de tentar resolver os problemas de nossos filhos por eles, devemos reconhecer que cada um desses conflitos é uma oportunidade ideal para que nossos filhos comecem a aprender técnicas de mediação e compreendam que precisam respeitar as pessoas ao seu redor. Sim, eles precisam aprender a chegar a acordos e compromissos para viver em harmonia. Para isso, siga estes passos:

1

ENSINE AOS SEUS FILHOS DIFERENTES FORMAS DE RESOLVER PROBLEMAS

Frequentemente, a impulsividade os leva a uma das duas principais respostas: lutar ou fugir. No entanto, se mostrarmos a eles o amplo espectro de possibilidades entre as quais eles podem escolher quando se trata de resolver problemas, forneceremos a eles uma caixa de ferramentas para trabalhar. Especialmente se nossos filhos são pequenos, podemos obter uma cópia impressa de uma tabela de resolução de conflitos que mostre as soluções visualmente. Podemos colocá-lo em um local visível em nossa casa, especialmente se os conflitos entre nossos filhos nos tentarem perder a cabeça;

2

RECONHECER E NOMEAR EMOÇÕES

Os conflitos entre crianças aparecem porque elas ainda não sabem expressar bem seus sentimentos. Ensiná-las a reconhecer e nomear o que estão sentindo é vital para que gerenciem seus relacionamentos com os outros. Ficar com raiva não é a mesma coisa ficar triste, desiludido ou frustrado. Cada uma dessas emoções leva a um comportamento diferente, e somente entendendo como comunicar esses sentimentos aos outros é que as crianças podem concluir o primeiro passo para resolver seus conflitos adequadamente;

3

PERGUNTAS CONCRETAS

Quando temos que desempenhar o papel de árbitro em alguns desses conflitos, é importante que façamos perguntas concretas. Perguntar: “Por que você fez isso?” não é eficaz, porque esse é um conceito muito amplo para as crianças entenderem e explicarem. Sempre tente encontrar a causa específica da situação. Isso ensinará nossos filhos a identificar o momento exato em que o problema começou e a entender como eles poderiam lidar melhor com ele.

 
4

BUSCA DE SOLUÇÕES

Às vezes, os pais são tentados a forçar os filhos a pedir desculpas e considerar o caso encerrado. Muitas vezes, isso não é eficaz, porque eles não aprenderam nada com o conflito. Perguntas como: “como você acha que poderia resolver esse problema?” ou “o que você acha que faria você se sentir melhor ou que seu irmão se sentisse melhor?”. Convide-os a pensar em soluções apropriadas para o que as crianças estão sentindo naquele momento. Como pais, podemos nos surpreender com as boas soluções que nossos filhos apresentam (mas temos que lhes dar uma chance);

5

NÃO FORÇAR SENTIMENTOS

É um erro dizer a eles: “você não está mais triste, está?” ou “você não pode ficar com raiva disso”. Como pais, precisamos entender que sentimentos não são uma questão de vontade. Estaremos perdendo tempo e fazendo com que nossos filhos se sintam mal se tentarmos forçá-los a se sentir de um jeito ou de outro. É melhor ensiná-los a canalizar seus sentimentos e trabalhar com eles. Podemos usar frases como “vejo que você está triste. Se você preferir, podemos ficar juntos por um tempo, a menos que você prefira ficar sozinho” ou “entendo que você está com raiva. Se você precisar, vá para o seu quarto por um tempo até que você possa se acalmar e então possamos conversar”. Dessa forma, reconhecemos os sentimentos deles e os ajudamos a entender que temos opções – algumas melhores que outras – sobre como reagir aos nossos sentimentos.

Este é um tópico muito complicado, e precisamos entender que a resolução de conflitos é uma arte com que nem mesmo os adultos lidam bem. Não devemos ficar frustrados quando, apesar de nossos esforços eles e nós continuamos tendo problemas desse tipo. Se continuarmos tentando, nunca pararemos de aprender. Portanto, quanto mais cedo começarmos, maiores serão nossas chances de obter mais sucesso.

 

 

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