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Rompimento da barragem em Brumadinho: O que se sabe até agora

26/01/2019
Da Redação | G1
Foto: Divulgação
Postado por: Gabriela Buranelli
 
  • Três anos após o desastre em Mariana (MG), o maior da história da mineração, uma barragem da Vale se rompeu e pelo menos outra transbordou na sequência, em Brumadinho (MG), a cerca de 60 km de Belo Horizonte. A tragédia aconteceu na região do córrego do Feijão, que deságua no rio Paraopeba, na Bacia do Rio São Francisco. O Corpo de Bombeiros estima que o número de vítimas fatais pelo acidente pode superar a quantidade de mortos de Mariana, onde uma barragem da Samarco se rompeu há três anos e dois meses. ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-Veja o que se sabe até agora sobre o rompimento das barragens:
  • O governo de MG, citando informações dos bombeiros, disse que há ao menos 9 mortos. Eles ainda não foram identificados;
  • Foram resgatadas 189 pessoas com vida;
  • O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, diz que os principais atingidos são funcionários da empresa. Eles estavam em horário de almoço, e o refeitório da empresa foi atingido; a empresa informou que havia 427 pessoas no local, e 279 foram resgatadas vivas;
  • Entre 300 e 350 pessoas continuam desaparecidas;
  • 25 pessoas estão internadas em serviços de saúde de Belo Horizonte e de Brumadinho;
  • A Vale informou que o rompimento ocorreu na barragem 1 da Mina Feijão - que causou o transbordamento de outra barragem, segundo o presidente da empresa, Fábio Schvartsman;
  • O Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, informou que foram 3 barragens rompidas;
  • A estrutura da barragem 1, utilizada para disposição de rejeitos, foi construída em 1976 e tem volume de 12 milhões de metros cúbicos;
  • Já a barragem 6 é usada para recirculação de água e contenção de rejeitos em eventos de emergência. Foi construída em 1998, e tem cerca de 1 milhão de metros cúbicos;
  • A Barragem Menezes II, também na região, tem um volume de aproximadamente 290 mil metros cúbidos e é utilizada para a contenção de sedimentos e clarificação do efluente final;
  • O volume de rejeitos é menor do que a tragédia de Mariana. Segundo o presidente da Vale, vazaram 12 milhões de metros cúbicos. Na tragédia de Mariana, há 3 anos, foram 43,7 milhões de metros cúbicos;
  • Quase todas as barragens da Vale no Córrego do Feijão era consideradas de baixo risco, mas de dano potencial alto. A informação é do Cadastro Nacional de Barragens da Agência Nacional de Mineração;
  • Schvartsman disse à Globonews que o vazamento foi de rejeitos de minério de ferro;
  • Ao menos seis prefeituras emitiram alertas para que população se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba, pois o nível pode subir. Às 15h50, os rejeitos atingiram o rio;
  • Por precaução, o Instituto Inhotim retirou funcionários e visitantes do local;
  • O governo federal constituiu um gabinete de crise para acompanhamento do incidente.