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A vida cristã deve ser consciente, responsável e a serviço da sociedade

29/09/2018

Da Redação | Notícias Católicas

Foto: Divulgação

Publicado por: Vilmar Ramos

 

A vida cristã se desenvolve dentro da realidade do mundo e do tempo em que vivemos, com todos os desafios que lhe são próprios. Nos próximos dias, a população brasileira, e nós juntamente com todos, estaremos exercendo o direito e o dever do voto. Não quer dizer que todos os problemas serão resolvidos com uma eleição, mas podemos progredir quanto à participação, à responsabilidade e os possíveis resultados. Esperamos encontrar nosso país e nossos estados mais amadurecidos ao final do processo eleitoral em curso.
 
Os discípulos de Jesus têm grande responsabilidade por terem recebido as informações e a formação necessárias, ao beberem na fonte inesgotável da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, com os valores que podem orientar suas escolhas. Se abrirmos os Evangelhos, veremos como a primeira geração de cristãos, com homens e mulheres vindos de extratos muito simples da sociedade, passou pela escola do próprio Senhor Jesus Cristo.
 
Uma das grandes lições oferecidas pelo Senhor, com suas palavras e gestos, que culminaram com a entrega total de sua vida, é aquela do espírito de serviço. O Evangelho nos descreve o quanto os discípulos tiveram que aprender. A mãe dos filhos de Zebedeu (Cf. Mt 20,20-21) veio ao encontro de Jesus, acompanhada dos dois filhos, pedindo um posto de importância, de modo muito semelhante às muitas solicitações de cargos e empregos, como vemos nos dias de campanha eleitoral. E o texto proclamado na Igreja neste final de semana (Mc 9,30-37) relata a discussão entre os discípulos para verem quem era o maior. A repreensão feita pelo Senhor oferece ensinamentos que percorrem os séculos.
 
O Evangelho amplia o horizonte
 
Se todos os pais e mães de família têm o direito e o dever e buscar o melhor para os filhos, é necessário purificar os critérios e as práticas com que agem em busca de tais objetivos. Não é difícil perceber o quanto passam de geração em geração, por toda parte em nosso país, as formas tantas vezes espúrias para manter o poder e a riqueza nas mãos de poucas pessoas. E infelizmente estas se tornam detentoras de controle sobre pessoas e consciências.
 
O que pode purificar tais práticas é o conhecimento e a prática dos princípios do ensinamento social da Igreja. Um deles, cuja raridade assusta quando se vê a prática administrativa corrente, é sentido do bem comum. Este deve se sobrepor aos interesses individuais ou grupais e mesmo familiares, quando alguém pretende um cargo público. E serve também como critério para avaliar as possíveis pretensões de quem se candidata a algum cargo público. É bom observar que quem pensa no bem comum amplia seus horizontes e consegue enxergar longe, lá “no fim da linha”, onde se encontram os mais pobres, frágeis e marginalizados.