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Cultura do Faça Você Mesmo ganha espaço nas salas de aula brasileiras

09/08/2018

Da Redação | Jornal da Franca

Foto: Divulgação

Publicado por: Vilmar Ramos

 

Construir, consertar, modificar e fabricar objetos e projetos com suas próprias mãos. Essa é a proposta do Movimento Maker ou Cultura Maker, mais conhecida como Faça Você Mesmo ou Do It Yourself (em inglês ou simplesmente DIY). 
 
Amplamente difundido nos Estados Unidos, o movimento tem ganhado espaço nas escolas brasileiras, que buscam com o método tornar o aprendizado mais atrativo e estimular os estudantes a desenvolver projetos e produtos a partir dos conteúdos escolares, muitas vezes pouco práticos.
 
Embora o movimento venha crescendo na educação nos últimos anos, a ideia não é uma novidade, já existe década de 1960, como explica a diretora pedagógica da Via Maker Education, Sueli de Abreu. “Todo mundo está recorrendo a autores daquela época, como Seymour Papert e Paulo Freire (que pregavam o aprender fazendo, em vez de simplesmente receber a informação passivamente), e estão trazendo isso para os nossos dias de forma reeditada”. A Via Maker Education é uma empresa brasileira que desenvolve projetos com uso de blocos de montar de plástico para cada fase escolar.
 
A diretora de conteúdo da feira de educação Bett Educar, Vera Cabral, destaca que a tecnologia facilita "a inclusão de todos os alunos, apresentam soluções que são mais viáveis para os processos de aprendizagem em cada momento, além de facilitarem o trabalho do professor, na medida que dá subsídio para ele achar diferentes estratégias". A feira é maior na área de educação e tecnologia da América Latina.
 
Tecnologia
 
Incentivador das impressoras 3D e outros instrumentos de tecnologia digital, o Movimento Maker não está restrito às disciplinas exatas. “Projetos makers vão funcionar para valorizar os conhecimentos da matemática, ou da língua portuguesa, porque eu posso fazer poema na cultura maker, posso fazer física, álgebra, química qualquer coisa. Pode-se trabalhar todas as disciplinas escolares na cultura maker”, diz o mestre em psicologia cognitiva e professor de psicologia na Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira.
 
Ele enfatiza, no entanto, que é importante produzir algo em função da aprendizagem. “Eu não vou fabricar copos porque é legal, mas porque está dentro de uma pedagogia de aprendizagem da geometria de cilindros, por exemplo. A escola deve se preocupar com isso”.
 
Apesar da ligação com a tecnologia, a cultura maker não precisa de tecnologia digital e materiais caros para ser introduzida. “Não é preciso cortador à laser, nem impressora 3D, que são obviamente, instrumentos de fabricação digital que você pode ter para valorizar certos aspectos da cultura maker, mas não são imprescindíveis”, diz. “Muitas vezes há um movimento