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Por que a mortificação é considerada a guarda da castidade?

11/07/2018

Da Redação | Canção Nova

Foto: Divulgação

Postado por: Vilmar Ramos

 

Reflita sobre o que é a mortificação na castidade
No texto “Conheça os graus e as espécies da castidade conjugal e a continência”, tive a oportunidade de explicar um meio de aquisição da virtude infusa da castidade, que nos socorre em pouquíssimo tempo.
 
Deus sempre vem em nossa ajuda com a Sua Graça, desde que voltemos a Ele, de coração sincero e com a vida nos sacramentos em dia. Nesse caso, especialmente a confissão e a Eucaristia.
 
Existe, porém, uma pequena parcela de esforço nosso, para que seja conquistado também o bom hábito da castidade. Lembre-se que sempre tratamos das virtudes naturais e sobrenaturais. Naturais, pois são hábitos conquistados pelo treino; e sobrenaturais, pois dependemos de Deus e da Sua ajuda para nos fazer caminhar mais perfeitamente nas virtudes.
 
Castidade
Falando, então, mais um pouco sobre a castidade, hoje vamos tratar de coisas que podemos fazer pelo nosso esforço. Trata-se de ações que podemos ter, para mais do que uma conquista moral, mas especialmente por amor para com Deus, do qual não queremos nos afastar.
 
Ajuda para a aquisição da castidade, a mortificação de prazeres sensíveis nos torna mais robustos e de decisão mais firme, quando submetemos as nossas vontades à razão ou o corpo à alma.
 
Mortificaremos os sentidos externos, os sentidos internos e as afeições do coração.
 
O corpo precisa ser disciplinado para conservar-se sujeito à alma. É desse princípio que se deriva a necessidade da sobriedade, e, às vezes, do jejum ou de algumas práticas exteriores de penitência.
 
O que os sentidos dizem?
Combatamos a preguiça e a moleza. Não se prolongue o sono em demasia. Em geral, ninguém deve ficar na cama pela manhã, depois de acordado, se não é possível tornar a adormecer.
 
No corpo, cada um dos sentidos deve ser mortificado.
 
No olhar, nunca deixar que fique a vaguear por sobre pessoas que lhes venham fazer cair em tentação. O olhar excita a imaginação e acende o apetite; o apetite solicita a vontade, e, se esta consente, entra o pecado na alma.
 
A língua e o ouvido mortificam-se pela reserva nas conversas. Mostra, efetivamente, a experiência que muitas almas puras foram pervertidas pela curiosidade excitada por conversas imprudentes.
 
O tato é muito particularmente perigoso. A um sacerdote que perguntava se era conveniente tomar o pulso a<