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Como podemos aplicar as virtudes da fortaleza na nossa vida?

13/06/2018

Da Redação | Canção Nova

Foto: Divulgação

Postado por: Vilmar Ramos

 

As virtudes aliadas à fortaleza

Na semana passada, nós tratamos da virtude cardeal da fortaleza. Comentamos que, junto às virtudes cardeais, existem as virtudes anexas, ou seja, aquelas que só se realizam se estiverem ligadas à primeira. Esse é o tema dessa semana: as virtudes anexas à virtude da fortaleza.
 
A essa virtude andam anexas quatro outras virtudes: duas que nos ajudam a praticar coisas árduas – a saber: a magnanimidade e a magnificência –; e duas que nos auxiliam a bem sofrer: paciência e constância. É o próprio São Tomás que as classificam como partes integrantes e anexas à fortaleza.
 
Magnanimidade
É chamada também disposição nobre e generosa para fazer grandes coisas para Deus e para o próximo. É exatamente o oposto do egoísmo, que é um elevar-se acima dos outros. O desinteresse é a marca do magnânimo.
 
Trata-se de uma alma nobre, com o ideal elevando em ideias generosas; é corajoso, sabe colocar sua vida em harmonia com seus ideais elevados.
 
São nobres sentimentos e ações. O magnânimo faz grandes ações de benevolência na liderança de equipes e pessoas. Nas coisas de Deus, tem metas elevadas de perfeição, que fica a todo custo procurando realizar. Tem uma busca incessante das virtudes. Tudo sem medo de comprometer seus bens, saúde, reputação e a própria vida.
 
O defeito oposto é a pusilanimidade, um temor excessivo de reveses, hesitação e falta de ação. Para evitar situações desagradáveis, a pessoa fica na inércia, fazendo nada ou quase nada, tendo assim uma vida inútil.
 
Vale mais expor-se a pequenas humilhações que ficar sem ação.
 
Magnificência
É empreender obras grandiosas, mesmo que resulte em grandes despesas.
 
Quando se pretende a Glória de Deus e o bem de nossos semelhantes, sobrenaturalizamos o desejo natural da realização de grandezas. Assim se vence o orgulho. Gastamos o que for preciso em bens públicos, obras de arte, construções de igrejas, hospitais, escolas e tudo o que favorecer o bem público. Busca-se superar o apego ao dinheiro e o desejo de aumentar os rendimentos. Uma excelente virtude para os que têm muitas posses! Também aos administradores, mostrando-lhes que o melhor emprego das riquezas, que a providência lhes confiou, é imitar a liberalidade e magnificência de Deus nas Suas obras.
 
São Vicente de Paulo não era rico. No entanto, quem pôde se igualar a ele em obras pelos necessitados?