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Com participação de 150 mil pessoas, Agrishow tem balanço muito positivo

15/05/2018
Da Redação: Do Jornal Da Franca
Foto: Divulgação
Pábolo Oliveira
 
Realizada no início deste mês em Ribeirão Preto, a 25ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação – Agrishow movimentou quase R$ 3 bilhões em volume de negócios. A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento apresentou uma série de projetos no evento, que recebeu o público recorde de 150 mil pessoas.
 
De acordo com o chefe da pasta, Francisco Jardim, a exposição serve como estímulo aos produtores rurais para os investimentos na área. “O agricultor acredita no Brasil e está motivado para produzir. A exposição mostrou a força que tem, com o setor produtivo investindo forte na melhoria dos trabalhos”, avalia o secretário, ao fazer um balanço da participação na feira.
 
O coordenador da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão vinculado à secretaria, João Brunelli Júnior, destacou a oportunidade de exibição ao público do trabalho diário das equipes. “A maquete-viva, que sempre faz sucesso entre os participantes, na verdade chama a atenção para os projetos da Cati. É uma oportunidade de apresentar, de forma didática, como as ações do governo paulista estão voltadas à conservação dos recursos naturais”, ressalta.
 
Parcerias
 
Vale destacar que, no estande da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, vários órgãos de pesquisa que possuem parcerias com a coordenadoria estavam reunidos. Um deles é o “Mais Leite, Mais Renda”, que incentiva projetos regionais, atendendo as especificidades de cada região.
 
Em relação ao tema, a regional Catanduva da Cati iniciou, em 2017, o projeto do leite A2-A2, uma parceria com o Instituto de Zootecnia (IZ) que já fazia a análise genética do rebanho para a obtenção de leite genuinamente A2. Esse tipo de produto pode apresentar a superação de casos de alergia ao item. O pesquisador do IZ Aníbal Vercesi Filho demonstra animação com a parceira, pois outras regionais também se interessaram pelo tema, como as de Barretos e Guaratinguetá.
 
“O leite A2 é um diferencial que pode reverter em benefícios ao produtor, pela agregação de valor, e à população, pela oferta de um leite que não causa vários distúrbios à saúde por não conter uma das proteínas do leite, a beta-caseína. Vários países, como Canadá e Austrália, já produzem unicamente o leite A2 e é possível, via análise genética do rebanho, que os produtores também possam oferecer o tipo e derivados”, enfatiza o pesquisador.
 
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