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Escassez de professores

09/05/2018
Da Redação | GCN
Foto:  Divulgação
Postado por:  Ana Carolina Castro
 
Dispensa de alunos, aglomeração de turmas de séries diferentes, improvisação de atividades e substituição de professores por profissionais não habilitados estão se tornando rotina em algumas escolas da rede municipal de ensino. Pelo menos é isso o que afirmam professores e pais de alunos.
 
Desde o ano passado, as direções das mais de 40 escolas têm sofrido para conseguir evitar que a carência de profissionais prejudique o ensino oferecido às crianças. Mas o que já era difícil, neste ano, se tornou ainda pior. A reportagem entrevistou profissionais que atuam em quatro escolas. Todas com algum tipo de problema relacionado à falta de professores.
 
Uma delas é a Escola “Domênico Pugliesi”. Sem professores de apoio no período da tarde, no final de abril, duas turmas de 4º e 5º ano, cujas professoras titulares faltaram, tiveram de ser unidas. “Fui substituir lá. Cheguei e levei um susto. Os alunos estavam todos misturados e não era a primeira vez”, contou uma professora.
 
Na Escola “José Mario Faleiros”, a situação é mais séria. Uma das professoras precisou faltar duas vezes nos últimos dias. Informou à direção os motivos e avisou com antecedência. Mas não adiantou. “Nos dois dias que me afastei, meus alunos foram dispensados. Não tinha ninguém para me substituir. Fico imaginando se eu ficasse doente, como seria”, disse.
 
Na Escola “Anor Ravagnani”, os titulares fizeram um acordo com a direção da unidade e estão dobrando turnos em troca de folgas, para não deixar os alunos sem aulas. “É um absurdo, uma irresponsabilidade o que estão fazendo com a educação de Franca, que já foi considerada uma das melhores do Estado. Fico com pena das crianças, que serão as maiores prejudicadas”, disse outra professora.
 
Os educadores se dizem preocupados, porque a situação pode se agravar ainda mais. O concurso que estava em vigor para a contratação de novos professores e outros profissionais que estão em falta na rede venceu no último domingo. “Sem concurso, não há como contratar. Como faremos quando alguém precisar se ausentar ou tirar férias? E quando se demitirem? O déficit já é enorme e só vai piorar.”
 
Outro lado

A reportagem procurou a Assessoria de Comunicação. Por e-mail, respondeu que encaminhou os questionamentos à Secretaria de Educação. “A Secretaria da Educação informou não ter recebido informações sobre a situação relatada até o momento. O caso estará sendo analisado, com apuração da situação para um posicionamento oportuno a respeito.”