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Ataque na Síria

16/04/2018
Da Redação | Jornal da Franca
Foto: Divulgação
Postado por: Ana Carolina Castro
 

O Conselho de Segurança da ONU rejeitou neste sábado, 14, o pedido da Rússia para condenar o ataque à Síria realizado na última sexta-feira, 13, por Estados Unidos, França e Reino Unido. Na reunião do Conselho, houve troca de ameaças e discursos com tom elevado.

A proposta da Rússia considerava o ataque, dos EUA e de aliados, ao regime sírio uma violação ao direito internacional e da Carta das Nações Unidas. A Rússia pedia ainda às nações que orquestraram o ataque que evitassem no futuro o uso da força contra o regime de Bashar al-Assad. Porém, o pedido foi rejeitado no Conselho de Segurança. Isso porque apenas a Rússia, a China e a Bolívia votaram a favor do projeto. Oito países votaram contra a proposta, enquanto quatro se abstiveram.

O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, fez críticas ao ataque de sexta-feira e disse que ele agrada aos terroristas que se escondem na Síria. Afirmou ainda que a prioridade imediata é evitar o perigo da guerra.”Vocês não estão interessados de fato no sofrimento deles. Vocês só estão piorando a situação humanitária”. “Washington continua dizendo que o único objetivo é lutar contra os terroristas, mas temos sérias dúvidas a respeito disso”.

Nikki Haley, embaixadora americana na ONU, justificou o ataque dizendo que o Conselho de Segurança não chegou a nenhuma conclusão nessa semana sobre o uso de armas químicas e que o momento de conversas teria acabado. “As imagens de crianças mortas não foram fake news. Foram um resultado do ataque bárbaro do regime sírio contra a humanidade. O Reino Unido, a França e os EUA agiram. Não como vingança, não como punição, não como uma mostra simbólica de força. Nós agimos para impedir o uso futuro de armas químicas e fazer com que o regime sírio seja responsabilizado por essas atrocidades”.

Este foi o 5º encontro do Conselho de Segurança desde o suposto ataque químico em Duma. A aprovação de qualquer resolução no Conselho de Segurança é difícil porque os EUA e a Rússia, que têm poder de veto, estão em lados opostos.